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Soberania alimentar nas cidades: reflexões a partir da experiência das mulheres

Soberania alimentar nas cidades: reflexões a partir da experiência das mulheres
19 de Setembro de 2016
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Quais são os desafios para a segurança e soberania alimentar nas cidades brasileiras, a partir de uma perspectiva feminista? Essa é a proposta das pesquisadoras Nalu Faria e Tica Moreno na nota técnica Soberania Alimentar nas Cidades: Reflexões a partir da Experiência das Mulheres, usando dados obtidos em oficinas realizadas com mulheres que vivem nas cidades e a experiência recente de grupos de consumo em São Paulo.


“Na luta pela soberania alimentar, as mulheres vêm tendo importante destaque. Elas aparecem como fundamentais agentes de transformação, capazes de promover mudanças tanto nas práticas cotidianas como naquelas mais profundas a partir de sua luta no movimento de mulheres e feminista. O trabalho das mulheres é central para a produção e o consumo de alimentos. A preocupação com a alimentação faz parte de seu dia a dia, seja produzindo alimentos nos seus quintais, seja adquirindo os alimentos nas vendas e supermercados, ou ao cozinhar e garantir sua refeição, de seus filhos e parentes. É a partir deste olhar que a soberania alimentar reconhece a importância da participação e do trabalho das mulheres como forma de garantir a sustentabilidade da vida humana”, afirmam as pesquisadoras na nota técnica.


O estudo indica que as crises alimentar e ambiental que o Brasil e o mundo enfrentam estão diretamente ligadas “à lógica produtiva hegemômica, que durante séculos priorizou a acumulação de riquezas”. As autoras afirmam, no entanto, que o atual modelo está cada vez menos sustentável, “culminando em sucessivas crises e evidenciando a necessidade de transformações”.


A solução talvez esteja na busca por caminhos que determinem a produção de alimentos de acordo com a sustentabilidade da vida e do mundo, com “valorização da autonomia dos povos e sujeitos na busca pelo bem-estar e satisfação das necessidades humanas, de modo a garantir a sustentabilidade da vida e do planeta. Essas transformações passam, sobretudo, pela eliminação de todas as formas de opressão e de desigualdade”.



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