SOBRE


A formação do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí teve início em 2005. A iniciativa partiu de empreendimentos e entidades da economia solidária que atuavam no município e identificaram a necessidade de um espaço para a comercialização dos produtos, para a troca de experiências e a realização de formações para os grupos.

A proposta foi concretizada por meio da parceria dos grupos e empreendimentos, Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Univali, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Emprego e Renda do Município de Itajaí, Secretaria Nacional de Economia Solidária, Fundação Banco do Brasil, Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD.

O CEPESI foi inaugurado em fevereiro de 2007 com o propósito de ser um espaço onde tanto produtores quanto consumidores possam conhecer e participar das redes de colaboração solidárias. O Centro caracteriza-se como organização sem fins lucrativos orientado pelos princípios a economia solidária.

A comercialização solidária de produtos e serviços, a mobilização social (apoio na organização de grupos e realização de feiras e eventos), a formação e qualificação profissional (cursos e oficinas), a arte e a cultura são as principais atividades do Centro.



PRINCÍPIOS


Autogestão, Solidariedade, Cooperação, Sustentabilidade (social e ambiental), Viabilidade Econômica, Respeito e valorização do trabalho trabalhado.



DIRETRIZES


- Formação continuada para todos os associados que compõe o CEPESI e para a comunidade.
- Articulação e mobilização dos empreendimentos, por meio da participação em conselhos, redes, fóruns, para a construção de políticas públicas que fomentem a economia solidária,
- Promoção da sustentabilidade econômica, social e ambiental, dos empreendimentos, fundamentada nos princípios do comércio justo e solidário.



ECONOMIA SOLIDÁRIA


Economia Solidária é o jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente.
Esta concepção rediscute a lógica do trabalho e leva em consideração um conceito um tanto incomum no campo da economia: a felicidade das pessoas. Paul Singer, economista que esteve por anos à frente da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), defende que a economia solidária é a economia da felicidade.

Para Paul Singer, o problema do sistema econômico capitalista não é exatamente a sua eficácia econômica, mas o modo de vida que ele engendra. “As pessoas estão cansadas deste modo de vida onde têm que competir o tempo todo sem parar. Por isso, o essencial na ideia de economia solidária está na segunda parte da expressão: a solidariedade”, diz.

A Economia Solidária é uma prática regida pelos valores de autogestão, democracia, cooperação, solidariedade, respeito a natureza, promoção a dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um projeto de desenvolvimento sustentável global e coletivo. Também é entendida como uma estratégia de geração de trabalho e renda , sustentada em formas coletivas, justas e solidárias. (Fonte: Senaes)



EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS


No Brasil já existem milhares de empreendimentos solidários: são cooperativas ou associações de trabalhadores no campo e na cidade, lojas de consumo solidário, empresas recuperadas administradas pelos operários, agência de turismo solidário entre outros empreendimentos, onde em vez da exploração do trabalho, há cooperação e respeito ao ambiente.

Os empreendimentos ou grupos podem ser criados nos segmentos de produção - alimentos, vestuário, artesanato - e serviços, como por exemplo, lavanderias, costura, alimentação, estética, na área cultural, de educação, entre outros.

A autogestão é uma das características mais marcantes da economia solidária. Autogestão é quando o gerenciamento de empreendimento é feito pelas próprias pessoas que trabalham nele. A participação coletiva na tomada de decisão é um desafio, mas também é um grande diferencial.

Fazer autogestão não é simples. Requer planejamento, diálogo constante, vontade e incentivo. Na economia solidária a autogestão é considerada um princípio maior, o que diferencia este modelo econômico dos demais.



CONSUMO CONSCIENTE


O comportamento dos consumidores vem mudando nos últimos anos. Com o acesso a informação e olhar comparativo, estes se tornaram mais exigentes e mais conscientes Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a própria saúde, com a qualidade dos produtos, as formas de produção e seus cuidados com recursos naturais.

Além disso, valorizam a possibilidade de contato direto com o produtor e preço justo são levados em consideração na hora de adquirir um bem de consumo ou serviço. Um movimento que converge e torna viável a economia solidária.